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sexta-feira, agosto 10, 2007

António e os Apóstolos

Fátima.

Terra de devoção, lojas de santinhos e chuto na bola. Sim, leram bem. Chuto na bola. Fátima tem uma nova religião: o Futebol.

A arte bolística será provavelmente a última coisa que vos passará pela cabeça quando referido o nome desta santa cidade. Ou a penúltima, depois de pão com chouriço.

Porém, a pequena cidade do Centro recebeu recentemente uma profícua injecção de Vitamina C. "C" de Cromos da bola.

Agastado pela má situação económica e desportiva que arrasava o seu GD Fátima no dealbar do Séc. XXI (quando se fala de algo religioso fica sempre bem meter numeração romana à pressão), o ilustre pároco valonguense António Martins Pereira arregaçou as mangas da sua batina e meteu santas mãos à santa obra. Ah, a batina tem mangas, sim. Possui também um colarinho branco representando a pureza, na frente possui trinta e três botões, representando a idade de Jesus, (o Cristo, não o ex-redes) e nas mangas possui cinco botões representando as cinco chagas do Cristo.

Cromos da Bola, a sua fonte de informação diária.

OK, mensal.

Voltando ao empreendedor pároco, folgo em anunciar que a sua missão teve sucesso. O GD Fátima está de novo entre os maiores clubes nacionais, apesar de alguns jurarem que a quantidade de rezas terá de ser massificada - qual franchising de Fast Prey - caso os fatimenses tenham por objectivo continuar a beber águinha da boa. Desta, não da benta.

António Martins Pereira, o beneplácito, mobilizou toda uma cidade à volta de um ídolo esférico. Começou por pregar uma nova doutrina e atrair seguidores, sendo aclamado por alguns como o Messias. Foi rejeitado, tido por apóstata pelas autoridades, condenado por blasfémia e ostracizado pelas beatas como um líder rebelde. No entanto, os seus sermões não cairam em saco roto. Padre Pereira conseguira uma trupe de apóstolos, filhos da terra sequiosos de bola, que espalharam a sua palavra pelos sete cantos da cidade.

Rapidamente, o sonho tornara-se realidade. A partir da sede do clube, sita na Rua Padre António Martins Pereira, o seu presidente, António Martins Pereira, conseguiu trazer ao Estádio Municipal de Fátima, sito na rua António Martins Pereira, (notam aqui algum padrão?) uma legião de bons samaritanos do chuto na bola, que transformaram a tarefa de colocar o GD Fátima na Liga Vitalis num passeio. Uma procissão, se quisermos. De qualquer forma, tinham uma grande vantagem em relação aos oponentes: se fizessem alguma promessa de ir até Fátima a pé, caso conseguissem colocar a agremiação na Liga Vitalis, o caminho seria curto. Deve ter sido isso.

Uma vez na segunda Divisão da nossa bola, o messiânico pároco decidiu montar uma comunidade de apóstolos do esférico que desse garantias de conseguir em campo o que ele tentava alcançar através das suas privilegiadas ligações às esferas superiores.

O primeiro passo seria encontrar um líder para a dita comunidade, um jogador que funcionasse como o seu braço direito, um terço do seu rosário.

Eis que - obviamente - chega o Bispo, rodeado pelo seu presbitério e assistido por múltiplos diáconos, dos quais se destaca Edu Castigo, responsável pelo departamento de penitências no relvado. Edu é o elo de ligação que o GD Fátima oferece aos seus adversários como prova de que estarão arrependidos dos seus pecados. A finalidade é conseguir que os valorosos oponentes se afastem dos pecados (vulgo, vitórias contra o GDF) por causa dos seus pesados sacrifícios exigidos. Tais como: levar porrada, levar porrada, e levar porrada.

Tudo se conjuga para uma época cromífluamente histórica na pequena cidade de Fátima.

Amén.

domingo, julho 01, 2007

José Tavares, a Alegria do Povo


Arrivado à lusa Olissipus em 1994 juntamente com o aussi polivalente Nelo, envolvido no infame pack "All-Stars Bessa Delight '94", José Tavares pegou de estaca no meio-campo vermelho, fazendo gala do seu porte atlético e dotes futebolísticos. Mais do primeiro e menos do segundo, claro. O sucesso do supracitado pack ficou bem representado pelo facto do Benfica ter continuado a apostar neste género de negócios, ilustremente ilustrado através do "Pack Jesuíta 1995/1996", do qual o inconsequente sniper Marcelo era o expoente máximo.

Regressemos ao José. Parte integrante de uma época em que o clube da Luz perdia mais jogos do que o Garcia Pereira colecciona derrotas em eleições, Tavares era uma panaceia para os males que afligiam os adeptos alfacinhas, incrédulos perante a quantidade de cepos que cirandavam em campo sob o comando de Rei Artur e Prof. Dr. Neca.

Na realidade, ver Tavares disputar o lugar de organizador de jogo com o seu compagnon de route Nelo numa equipa campeã (com o promissor Paiva à espreita), foi a melhor coisa que aconteceu à televisão portuguesa desde a música do genérico dos Jogos sem Fronteiras. Galhofa, olhares presos ao écran, tiques nervosos, e variadas menções ao nome Eládio Clímaco. Apesar de não fazer a mínima ideia onde se encaixa esta última relativamente ao , look alike de João Baião.

Claro que menção alguma a este Fernando Aguiar light ficaria completa sem o seu momento de glória em pleno San Siro, catedral do futebol Mundial, meca Milanesa do desporto rei:

Larguíssimas dezenas de milhares de ávidos pares-de-olhos italianos focados no relvado, a expectativa inerente dos grandes jogos europeus pairava no ar, ásperos bramidos ecoavam das hostis bancadas forradas a odor de queijo, tomate e mozzarella. Tavares sentia-se pequeno. Indefeso. Uma pálida criança numa acesa disputa familiar. Um mero peão num xadrez de interesses. Um CD dos Pólo Norte num escaparate de grandes sucessos da MTV. Uma ervilha num cozido à portuguesa. Um adolescente deparado com a eterna dúvida entre os Morangos com Açúcar ou o tratamento diário à acne que lhe corrói a testa e a alma. Um português na cimeira das lajes.
Suor escorria, o lábio inferior tremia, o equilíbrio era uma memória distante, a visão ficava turva, a quase imperceptível franjinha capilar perdia a costumeira rigidez, o habitual esgar sobranceiro e inquisitivo dava lugar a uma expressão abananada. O Mundo de Tavares tinha desabado.

A meio da primeira parte, o nosso pede a substituição. Nesse momento ter-lhe-à passado pela cabeça coxear ligeiramente, afagar a perna, simulando uma impeditiva lesão. Provavelmente teria sido mais oportuno levar umas quantas folhas de papel higiénico para o banco, terá dito Prof. Dr. Neca. Nunca uma substitução se terá assemelhado tanto a uma descarga de autoclismo. Sem WC Pato à mistura, obviamente.

Todavia, este momento menos bom não terá sido impeditivo para uma longa e frutuosa carreira na Selecção Nacional. Excepto a parte do "longa e frutuosa". Mais um candidato para pior internacional português de sempre, título que estoicamente disputa com Tulipa, Rogério Matias, Luís Carlos, Vado, Skoda, Bambo e Nelly Furtado.

domingo, maio 20, 2007

Alan Osório, Pontus Farnerud, Moretto - alea jacta cromus est.

Pela primeira vez em muitos anos teremos o privilégio de ver a Liga decidida na última jornada, com qualquer um dos três grandes (Porto, Sporting e Brag..Benfica) a ter hipóteses de conquistar o tão almejado título.

Pelas 19,15 do dia 20 de Maio de 2007, o País irá parar. Televisões e telefonias serão o pão deste faminto povo luso, ávido de encher a protuberante pança com golos, expulsões, simulações, remates ao poste e cuspidelas para o relvado.

Como já estamos Semedos (ou carecas, pronto...) de saber, o clube Portuense é o grande favorito para a revalidação de um título que já é seu. Seu e do ex-Metalurg Donetsk. Porém, os Dragões terão que superar uma equipa arquitectada por aquela que é a mente mais maquiavélica e retorcida do desporto ibérico: Professor Neca. Nunca foi uma tarefa simples para ninguém. Nunca será. Porém, os azuis-e-brancos contam com uma arma fundamental para superar o futuro treinador do Chelsea e o seu bigodinho sensual: Alan Osório Costa Silva. O velocíssimo extremo brasileiro foi o abono de família da depauperada prol Portista, enquanto Jesualdo Ferreira fazia a sua melhor imitação de Alberto Pazos para as últimas jornadas do Campeonato. Detentor de um drible em progressão estonteante, uma técnica escabrosamente aveludada e uma insuspeita qualidade cruzamental a todos os títulos folhesca, Alan liderou com mão de ferro a armada nortenha até à derradeira jornada decisiva, onde se espera que o próprio venha a carimbar o bilhete para a Títulolândia com um cabeceamento decisivo na baliza de Nuno Espíritus Sanctus. Aliás, como é seu timbre.

Trezentos e coisa e tal quilómetros a Sul, o Esquadrão 5 Minutos espera por uma proeza de Deus Neca. Um dos poucos clubes do Mundo a ter um treinador com risca ao meio e um guarda-redes com voz fininha em simultâneo, é também elegível para o Guiness pela forma como decide os jogos antes de se atingir a marca dos 10 minutos de jogo. "Mas como, raios?Como!?!?", perguntais vós? A resposta é Pontus. Pontus Farnerud. Podeis argumentar que o homem mal joga. Podeis argumentar que o homem joga mal. Eu perdôo-vos a heresia. Eu perdôo-vos a desatenção. Passo a explicar: Paulo Bento, num laivo de genialidade apenas paralelo a Senhores como Giuseppe Materazzi, decidiu potenciar os múltiplos talentos do centro-campista nórdico da melhor forma. Pontus joga os primeiros 10 minutos de cada desafio, empurrando o clube Lisboeta para a frente, defendendo como Balajic, controlando o meio campo como Didier Lang, e atacando como Ouattara. Uma força da Natureza, o sportinguista decide o jogo por si só. Aos 10 minutos, quando o placard pomposamente anuncia o costumeiro 2-0, Paulo Bento retira o Oceano Branco, poupando-o para posteriores desafios.
Sportinguistas, se aos 10 minutos ainda não estiverem em vantagem, já sabem a quem pedir satisfações.

Como outsider, temos outro clube de Lisboa. Desta feita, não só esperando por um milagre de Deus Neca, como também por um milagre de Jesus. Ah sim, e vencer o próprio desafio. Após mais uma época atribulada, sempre longe dos comandados de Alan Osório, os Moretto Boys chegam a esta altura à discussão do título como uma adolescente borbulhenta que não foi convidada para a festa, mas aparece na mesma, na esperança de sacar um gajo que tenha um Fiat Uno e ouça Bob Sinclair a 100db no autorádio deste. E tal como a adolescente, esperam por todos os Santinhos (com tiques de gravata ou não) que não lhes fechem a porta na cara. Para vencer o desafio frente à equipa de Coimbra órfã de Pitbull e Ezequias (este, desde o início da época), a equipa do Sul conta com uma parede de tijolo montada em frente da sua baliza. E não falamos de um regresso de Tahar, o Khalej. É Moretto o homem do momento. Detentor de reflexos puramente zachthorntonianos, este carismático líder da grande área tem também uma monumental pança - como a foto acima atesta - que já levou a especulações sobre o paradeiro da águia (ou milhafre) Vitória.

Alan Osório, Pontus Farnerud, Moretto - alea jacta cromus est.

segunda-feira, maio 14, 2007

Darius Adamczuk

"Venham, venham todos! Juntem-se à volta da carroça!Temos algo que vai revolucionar o Mundo da ciência! Chama-se Darius Adamczuk!Darius Adamczuk!Peguem num e levem-no para casa. Cura tudo desde reumatismo, infecções urinárias, sifilis, calos, dores de cabeça, gota, escorbuto, prisão de ventre, até picadas de abelha e lombrigas. Darius Adamczuk! Levem enquanto há! Por dois mil reis de mel coado diga adeus a varizes, dermatites, frieiras, icterícia, mordedura de cobras, diarreia e gases! Darius Adamczuk! Por dois mil reis apenas! Estimule a sua secreção láctea e esqueça que a gastrite e o mau hálito existem! Darius Adamczuk! Leve já o seu!"

terça-feira, março 27, 2007

José Américo Taira


José Américo, tal como o Vespúcio que lhe deu o nome, desbravou mares nunca dantes navegados, e espalhou o evangelho belenenso-amadorense por terras de Cervantes com um brilhantismo que não encontrou paralelo senão na forma esguia de Christian e na acutilância de Catanha. exímios representantes da Reboleira e Restelo em Espanha, respectivamente.

O codicioso futebolista foi um justo concorrente do concurso apresentado por Júlio Isidro em 1998 (José Carlos Malato ainda não tinha chegado à alta-roda do raio catódico), o afamado "Quem Quer Ser Internacional Português?".

Taira
ganhou o dito cujo após uma luta titânica com Afonso Martins, ao responder de forma certeira à pergunta:"Quem é o empresário Português mais provável de se barricar numa casa de banho da RTP daqui a três anos?"

Afonso Martins respondeu "José Veiga", enquanto Taira respondeu "Manuel Subtil", vencendo o concurso de forma tão concludente quanto subtil (vocês sabiam que eu não iria fugir ao trocadilho fácil). Desta forma, Taira juntou-se a outros vencedores passados e futuros deste concurso como Skoda, Tulipa, Pedro Martins, Rogério Matias, Luís Carlos e Alex.

Terá porventura sido o momento mais alto da carreira deste centro-campista de capacidades físico-técnico-tácticas bastante apreciáveis. Taira tratava a meia-lua por "tu", e enchia o meio-campo até o tratarem por "Senhor". Como tal, Sevilha foi pequena para o eclipse lunar deste calvo astro, que pretendeu dar o salto para o Oriental, clube lisboeta de raízes populares.

Pois popular é José Américo Taira. E popular continuará a ser.

Post Scriptum Cromatium: A ausência de posts tem sucedido devido a um crash do sistema. Que ainda não está devidamente ultrapassado, aliás. Faremos o nosso melhor, Povo da Bola. Relembramos ainda que a quasi-eterna Poll terminará no final do Mês. Bem hajam.

sexta-feira, março 09, 2007

Luís Manuel


Hoje recuperamos o bom velho Salgueiral amigo para a ribalta. Por cinco minutos que sejam. A bem dizer, o frigorífico da imortalidade há muito que está ocupado com uma prateleira repleta de legumes e vegetais em conserva com o rótulo vermelho da Ferbar.

Um desses legumes era Luís Manuel. Mesmo ao lado da lata que continha o seu vegetal preferido, Luís Carlos (não o bêbedo, o outro - o brasileiro), com quem formava um duo centrocampista pleno de nutrientes e vitaminas indispensáveis.

Não sendo propriamente um dueto constituído por um bombo e um violino, digamos apenas que o Manel era mais Reetruck do que Reebok. Mais Mike que Nike. Mais Pluma que Puma. Já o bom do Carlos assemelhava-se mais a um par de Le Coq Sportif brancas, com tendência para apenas ficarem sujas ao cabo de setenta e dois minutos.

Luís Manuel destacava-se sobretudo pelo seu jeito aguerrido, pelo penteado metade Luís Represas/metade Bon Jovi e pelo seu remate potente e pouco colocado, ao jeito de Dinda.

Mais um digno representante da inolvidável turma da Ferbar.

sábado, janeiro 20, 2007

Quatro amigos à volta de uma mesa


Janeiro de 1995, Tasca do Fagundes, Ermesinde.

Quatro amigos à volta de uma mesa.

Zé Maria monopoliza o garrafão de tinto.
Vital mistura uns saudáveis bolinhos de bacalhau com duas ou três chamuças. Recusa-se a partilhar azeitonas com Zé Maria, dada a inabalável vontade deste em terminar com a curta vida do garrafão sozinho.
Dane e Medane discutem sobre qual dos dois tem o nome mais ridículo. Medane diz que as letrinhas "Me" fazem toda a diferença e come rissóis de uma qualquer carne indeterminada e genérica como pobre substituto de um Kebab. Dane mostra indiferença quase total sobre o que o rodeia e pensa em deixar crescer o bigode, respondendo assim ao pungente desafio do companheiro de equipa Matias.

Mais uma vulgar tarde numa vulgar tasca deste invulgar País.

domingo, setembro 24, 2006

Uma mão cheia de cromos

Apesar dessa estirpe conhecida à boca cheia como "cromos da bola" (não confundir com site medíocre) ser um recurso praticamente inesgotável, por vezes um hiato faz bem à saúde, para além de ajudar a fazer render o peixe.

Ora cá estamos nós de volta(e porque falamos de peixe), qual Filipe Vieira a irromper por um estúdio de televisão adentro.

Mas não é de orelhas ou bigodes que falamos hoje. É de perfume. Odores agradáveis de bola pinchona sobre um relvado maroto e de joviais pontapés na mesma.

M'Jid era um pimpolho vindo de terras do além-mar, que muito prezava tratar o esférico por "tu". Essa íntima relação foi desenvolvida com passeios românticos pelas margens do Tejo rio, em Belém lusa. O romance até que tinha um je ne sais quoi de satisfatório: o esférico não se queixava do seu trato, e o marroquino não se queixava do cheiro a couro. Mas M'Jid não estava satisfeito. A sua paz interior estava sendo perturbada por uma sombra gigantesca. Uma sombra que eventualmente lhe roubaria o lugar ao sol: Youssef Fertout. Por muito açucarado que um passe de M'Jid fosse ou por muito acintoso que fosse um seu balázio em direcção às redes, nas bancadas azuis ecoava constantemente um jocoso "Este tipo nem é mau, mas o outro mouro até era melhor!"
O amigo Jid tinha tudo para brilhar, mas a sombra era grande demais.

Outro marroquino cirandava pelas ruas de Lisboa sem tapetes nem flores. O seu nome era Abdelilah Saber, e a única marca que deixou no nosso futebol foi uma punchline jeitosa:
Quim -"Sabes que o Sporting joga sempre com 10?"
Zé -"Ai é, jovem? Ora por que camandro?"
Quim -"Porque o saber não ocupa lugar."

Alheio a punchlines,até porque provavelmente não saberá o que a palavra significa, está o nosso veterano de eleição. Vítor Manuel, o estratega. Um clássico da nossa liga, que pontifica presentemente no Aves do genial Professor Neca, agindo como uma extensão do braço do Professor em campo. Outro que está a um bigode de distância da imortalidade.

Míner era parte integrante da armada espanhola flaviense de final de século, que incluia mitos hercúleos como Baston e José Maria Aznar. OK, este último não, mas deu para ficarem com uma ideia. Míner era como Toniño e Dani Diaz ou álbuns novos dos Xutos: nem bom, nem mau, antes pelo contrário.

Finalizamos com um homem que não está habituado a ficar para o fim: Carlos Costa.
Auto-denominado "O HOMEM DOS GRANDES GOLOS", este vetusto-polivalente defesa-central-lateral-trinco-medio-ofensivo-box-to-box-
-extremo-avançado-ponta-de-lança fez as delícias do povo português durante anos a fio, sem olhar para trás. Um facto desconhecido do grande público é que o próprio pediu para ter como última morada o Panteão Nacional, juntamente com outras figuras históricas de Portugal (mais ou menos relevantes que o sr.Costa). Juntamente com esse evento, Carlos Costa sugeriu que o dia do seu aniversário fosse declarado feriado nacional e denominado "Dia dos Grandes Golos". A resposta do Exmo.Presidente da República ainda não foi tornada pública.

domingo, maio 28, 2006

Seis dedos de uma mão disfuncional

Vinagre é um condimento indispensável para uma alimentação correcta e saborosa. Pena é não ser um condimento apreciado numa defesa que aspira a ser algo mais que medíocre. Regar um muro defensivo a Vinagre é uma certidão de óbito para o batimento cardíaco de qualquer Mijter que se preze.
Com Vinagre, o mel sabe a fel.

Constantino fazia gala de um nome sui generis e um talento sobrenatural para fazer mossa na chapa contrária. Mítico avançado da colectividade abençoada pela Petrogal, salpicava terrenos que só os grandes podem pisar com velocidade de ponta e faro para o golo.
Constantino era pequenino, mas a muitos torceu o pepino.

Rodolfo era um cepo centrocampista que não era bom a atacar, nem a defender, antes pelo contrário.
Parte do mítico pack Amadora-Antas que levou o extremíssimo extremo Paulo Ferreira à Invicta passar férias, Rodolfo assumiu-se como um excelente motivo para os grandes repensarem toda a sua política de contratações durante anos. Ou então não. Mas deveria ter sido. O ponto alto da sua carreira foi quando Rubens Jr e Cajú chamaram a atenção do restante plantel Dragão que Rodolfo era parecido com um jovem Carlos Barroca sem barba. Finalmente sob as luzes da ribalta.
Actualmente estará provavelmente acampado à porta do Estádio da Luz desde o momento em que Fernando Santos decidiu arruinar mais uma época em Lisboa. Procurando mais um tacho, Rodolfo parece ter motivos para sorrir. E Paulo Ferreira já esfrega as mãos de contente.

Passamos agora do terço ao garrafão e falamos de mais uma personagem marcante da bola lusitana. Luís Carlos fez garbo do seu pé esquerdo para espalhar beleza e esplendor em campo, e da mão esquerda para segurar a garrafa de tintol, cujo conteúdo escorregava tão bem pela sua garganta. Provavelmente um dos piores jogadores de sempre a alinhar pelas Quinas, (olá, Skoda!) Luís Carlos destacava-se mais pelo seu ar de papalvo do que propriamente por algo do positivo que tenha alguma vez feito. Numa carreira recheada de altos e baixos, nada ficou mais recheado aquando da sua passagem pelos clubes que lhe deram guarida do que a conta do bar dos mesmos. E para o Luís do Garrafão nada nada nada??

Milovanovic chegou ao Berço da Nação com estatuto de estrela, e cedo confirmou as suas credenciais. Um estratega por referência, Milo servia senhores do nível de David Paas e Riva com colher de ouro. Porém, o problema não era a colher, era mesmo o que esta continha. Paas e Riva desesperavam com tanta parra e pouca uva. Fazendo gala da sua fronha de agente da Gestapo de fama nazi, Milo tentava impôr-se através da sua feiura, visto o futebol amiúde não chegar. Mas até aí foi curto e a bola fez-lhe vistas grossas. Milo, foste grande, apesar de tudo.

Martin, o Pringle, foi dos jogadores mais hilariantes da longa história da bola lusitana. Alto, desajeitado, com a técnica de um central e QI inferior ao número de pontos do Penafiel na Liga 05/06, este ex-carteiro sueco nunca conseguiu levar as cartas ao seu destino, ficando-se apenas por mostrar ao mundo o grande postal que era. Destacado pela imprensa desportiva de Lisboa como a resposta benfiquista ao portista Mário Jardel, revelou-se antes a resposta dos mesmos a Ronald Baroni. O ocasional golo não deu para disfarçar o facto que o clube lisboeta tinha finalmente encontrado um jogador que fosse tão mau no ataque como Jorge Soares era na defesa, contribuindo assim para o equilíbrio do plantel.

sábado, abril 29, 2006

Salada de Frutas

Salam Sow, o mago africano.
Pleno de pujança, força e tranças, este 10 guineense chegou a Belém, terra onde Jesus nasceu, cheio de promessa.
Mas promessa não paga dívida, e o bom do Salam ficou em dívida para com os adeptos que gostam de bom futebol. Pois de boas intenções está o inferno cheio.

Ricardo, o Carvalho, tinha um caniche em cima da cabeça, nos tempos da colectividade de Leça da Palmeira. Essa pequena deficiência capilar foi quiçá incentivada pelo anafado Jefferson, jogador que não deixou saudades, mas deixou concerteza um belo rasto de azeite.

Velli Kassoumov, um ponta de lança de reputação, chegou a Setúbal com o golo no coração. Porém, o coração sozinho já não chegava, pois o seu joelho o do Esmantorras imitava. Velli era azeri, mas a sua saúde já não morava aqui.

João Manuel Pinto. Este senhor formava uma aliança com o salgueirista Marcos Severo, que tinha o intuito de manter o espírito de Eric "Eurico" Cantona vivo nas jornadas lusas. Porém, dizia-se à boca pequena que afinal as usuais golinhas levantadas não eram senão uma forma de impedir que o gel escorresse do cabelo para a camisola.
Com golinha ou sem ela, o outro dos outros Joões Pintos tinha a capacidade de fazer rir as bancadas pela sua forma peculiar de interpretar esse belo e didáctico jogo a que chamamos futebol. Por outras palavras, o tipo era uma nódoa.
Depois de deixar a sua marca na Invicta cidade como ponta de lança nas horas vagas, este vagabundo do rectângulo rumou a Sul para criar uma inolvidável dupla de nódoas centrais com "O Rim" Argel e formar uma "clique" de frequentadores de tascas com Fernando Aguiar e Pesaresi. Tudo isto na inolvidável época de 2001/02 para os lados da Luz, que viu emergir do nada dois sucessores de Amál...perdão, Eusébio: Pepa e Mawete Júnior, a dupla ofensiva do Dream Team/Benfica Europeu de início de Século.

Finalizando com fogo de artifício técnico-táctico, vou abrir-vos o meu coração torturado pelas vicissitudes da vida e dizer-vos com toda a frontalidade que o Rui Campos só está aqui, porque tem uma expressão de derrotado da vida de sobremaneira depressiva. Para além disso, (tal como o Emanuel do sempre pujante e vitaminado Académico de Viseu no posto anterior) o homem parece ter no mínimo idade para ser pai de metade do plantel da equipa que com galhardia representa.

É assim a vida. Mais curta que comprida.

domingo, abril 16, 2006

Conquistas de Pólvora Seca



Ah, o Vitória. Um clube que tão garbosamente tenta escapar à descida de divisão com cromos do calibre de Hélder Cabral, o "Roberto Carlos africano" Paíto, Manoel "é com O e não com U", e Flávio "Traumatismo" Meireles.

Os tempos mudam. Na década passada morava na cidade berço uma linha avançada capaz de olhar olhos-nos-olhos os maiores da Europa (menos o FCP, pois não é fácil olhar o Rui Barros nos olhos). Cromos atrás de cromos, atrás de cromos. Golos atrás de golos.

Numa perspectiva puramente saudosista, não é fácil ver a quantidade e qualidade de arietes que povoavam as sempre aguerridas hostes minhotas. A saudade bate à porta.
Toc,Toc. Quem é?Golo.

Palavras pesarosamente proferidas quando relacionadas com o Jardel de papel, Gilmar. Um homem de área. Um goleador. Um Vinha com menos cabeça e mais pés. Um Miran com mais pés e menos cabeça. Barrar molho na tosta não era uma questão para este brasileiro. Sempre no sítio certo à hora certa, Gilmar não sabia falhar. Sim, é verdade que durante 85 minutos por jogo não era mais do que um cepo, um jacarandá plantado sem eira nem beira numa qualquer grande área. Porém, o seu nome era sinónimo de golo.

Ao mesmo tempo, o seu companheiro de ataque, Edinho, era sinónimo de bolo. Com "b", nem mais. O anafado executante era um mestre à mesa.Vencedor do "31st Annual North Carolina Hot-Dog Eating Contest" em 1994, Edinho fazia questão de mostrar porque fazia parte de um plantel de futebol profissional apesar dos seus 114kg. Qual era a razão? Era um óptimo leitmotiv para trocadilhos para os jornais. Qualquer golo da sua parte era uma verdadeira panaceia pasquinense:
-"Com o (D)Edinho do brasileiro"
-"Dedinho de Edinho na Vitória do Guimarães"
O mais ridículo nesta situação é que não estou a gozar. Lembro-me disto. Sério. De qualquer forma, Edinho, apesar de ser um pipo, um indivíduo com o tecido adiposo muito desenvolvido, salpicava o sal no futebol. E ao fim e ao cabo, é isso que interessa.

Armando é conhecido entre nós por ser o último jogador branco da 1ª Liga a ser portador de um bigode. Um bigode simples, um pouco envergonhado. A roçar o buço extra-desenvolvido, mas um bigode honesto.E por isso te agradecemos, Armando.

Esta gente partilhava o sector mais avançado com outros três portentos. Começamos por Makalamba Katanga. Não sei se era bom. Não sei se era rápido. Não sei se era incisivo. Não sei se tinha técnica. Não sei se tinha faro para o golo. Não sei se tinha visão de jogo. Mas sei que era feio que doía. Um sério concorrente a título de jogador mais feio de sempre do fútbol luso, ameaçando a posição quasi-confortável de Armando Teixeira, Le Petit.

Toniño era mais um perfeito exemplar da uniforme Armada Espanhola que foi semeada no nosso futebol nos anos 90. Normalmente contrabandeados para Portugal através da fronteira flaviense, estes hermanos tinham todos características similares. Fossem eles Toniños, Gorkas, Dani Diaz, Bastons, Sabous ou Toñitos, pareciam tirados do mesmo molde. Á excepção de Baston, claro, pelo simples motivo que era guardião. Mas não me sentiria bem se não escrevesse o nome dele aqui. Aliás, já ia em 15 dias sem escrever o nome dele no blog. O meu psiquiatra recomendou que chegasse aos 43 dias. Aproveito para lhe pedir desculpa.
Voltando à vaca fria, esta Armada Espanhola padecia toda do mesmo mal. Aliás, um mal que parece assolar os espanhóis em geral. Muita parra e pouca uva. Corriam, espalhavam o seu gel pelo campo, mostravam os seus pelos do peito e eram substituídos por volta dos 74 minutos de jogo. Por alguma coisa o Desportivo flaviense desceu e por lá ficou.

Sobra Ricardo Lopes. Algo a que ele sempre esteve habituado. Sempre relegado para segundo plano, este tecnicista era um espectáculo dentro do próprio espectáculo. O homem dos grandes golos. O António Folha em potência. Arriscava ser um CD de José Cid, mas nunca passou de uma K7 pirata de Graciano Saga. Mas também o Graciano é um artista, não é verdade?

Volta sempre, Vitória.


sábado, abril 08, 2006

Lombardo de Barcelos assenta arraiais no meio-campo


Lombardo de Barcelos.

Classe. Visão de jogo. Carisma. Calvície.

Seja bem vindo.

domingo, janeiro 08, 2006

Poll ' Número 10 - Box to Box'

Finalmente chegou a tão esperada Poll que elege o CARREGADOR DE PIANOS mais cromo de sempre!

Aproveitamos para agradecer as deliciosas sugestões que nos foram dadas pelos nossos companheiros de viagem, esperando que este menú de 10 artistas exímios no acariciamento do esférico vos traga belas memórias.

Com muita tristeza nossa tivemos que deixar de fora nomes igualmente sonantes como Kmet, Soeiro ou Pedro Paulo entre outros, mas prometemos desde já uma poll para o banco de suplentes de igual qualidade cromíflua.

E que tal um Punisic para aguçar o apetite?

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Quem é o Nº 10?Finta com os dois pés...


Gente. Comparsas.Amigalhaços.Compagnons de route.Compinchas.

Chegou a altura que todos nós esperavamos...a eleição do 10 do nosso 11. Soa bem.Também podem atirar uns BOX TO BOX, vamos pôr em conta.

Vamos tirar da gaveta os Caciolis,Abdel-Ghanys,J'aime Cerqueiras,Kmets,Hanuchs,Pandurus,Tavares (o 10 por excelência...na camisola),Uribes,Lipcseis,Luís Carlos...

CHUTEM SUGESTÕES.


bem hajam!


quarta-feira, julho 13, 2005

Verão Em Festa



VERÃO EM FESTA... Com a chegada do verão nada melhor que uma
lufada de ar fresco destes belos craques, que sem dúvida nos proporcionam
momentos memoráveis no que respeita a 'abanar o capacete'.
De uma coisa não há dúvida... todos querem saber quem é o cabeleireiro
do portento tecnicista Sérgio 'o Sagaz' Cruz...

terça-feira, março 08, 2005

As Quinas

As Quinas.

Um pilar na fundação do "ser português", ou "portugalidade", expressão que conheceu o seu ponto de rebuçado durante o Euro 2004. Nove anos antes, as quinas procuravam significado e substância de substrato com afinco, e foi na bola que o fizeram. Mais concretamente na cidade de Marcelo, Tó-Sá e os restantes estudantes. Cinco era o número em voga. Cinco de revivalismo. Cinco de pujança. Cinco de bola. Cinco de minutos.

O espadachim Rui Carlos destanciava-se dos demais pelo seu ar cristão e defensor dos bons costumes da monarquia de D.Duarte Pio I, o Sagaz. Com uma perinha cuidadosamente aparada e desenhada, impunha o temor que só um fidalgo de bom sangue, espadachim de eleição, o poderia fazer. Porém, não o poderia fazer sozinho.

Tinha a seu lado um mito. Mito, para ser mais concreto. Este mito da bola, Mito, rivalizava claramente com Mickey pelo título de melhor alcunha coimbrã. Rivalidade essa que foi o cerne da afamada e infame Questão Coimbrã, que não foi mais senão a expulsão de Mickey do grupo dos Quinas por "este grupo ser pequeno demais para ambos os dois." (dixit Mito, 1994). Desta feita, outro valente espadachim tomou o seu lugar.

Um jovem aspirante a altos vôos. Seu nome era Jorge Silva e seu sonho era jogar na selecção nacional. Um jovem de grande valor táctico, que se movimentava no relvado ao ritmo e sequência de uma partida de xadrez. Este jovem foi posto debaixo da asa fraterna e atenta de um mito da bola: Febras.

Não mito Mito, mas mito assim com minúscula. Febras. O seu ar brolhesco não engana. Era o mais rudimentar de todos, mas destacava-se claramente por ser o autor da famosa frase, que ainda perdura nos dias de hoje: "A febra marchava!..." Claro que a sua alcunha não estará directamente relacionada com este facto, pois este orgulhoso portador de monocelha tão robusta era mesmo especialista em pôr as febras no tacho.

Estes quatro valentes e valorosos espadachins levitavam á volta de Dinis, o grande guru. Palavras para quê? Grande Dinis.

Grande, grande Dinis.

És grande, Dinis.

És um mito.


o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?

sexta-feira, janeiro 14, 2005

The Cannon Foot


Tema abordado de forma recorrente no nosso singelo blog é o do jogador uni-dimensional.

Desde ao clássico "é tosco, mas é bom cabeceador", passando pelo típico trinco raçudo (Olá, Paulinho) até ao polivalente (Então Paulinho, 'tá tudo?), o jogador da bola amiúde chega a um clube já com o destino traçado, qual actor negro num filme de terror de adolescentes.

A versão mais recorrente, e quiçá aquela que pessoalmente prefiro, é a do Pé-Canhão.
Todo o santo clube tem que ter tido, em determinada altura, um jogador deste género, que passa 89 minutos a pastar, e num minuto de rara inspiração Barrosense decide um jogo.
Pois bem, como pelos vistos na bola lusa foi complicado descobrir um jogador de tal ordem (sem desprimor para o pé-canhão do Padroense - um abraço), o nosso Dinda foi convidado a ingressar no rol de clássicos que compõem o Olimpo de Cromos da Bola Lusa.

Tornou-se de imediato o terror dos Wozniaks, dos Luíses Vascos ou Botendes. Através de disparos potentes e mal colocados disfarçou a sua inutilidade em campo durante onze anos na nossa bola. Onze bonitos anos que dividiu entre Paços, Académica, Leiria e Marítimo, sempre no registo de quem imita Luís de Matos ou Houdini durante 89 minutos para do nada aparecer aos 90 a imitar São Isaías e ser o herói da noite.

Com a sua recente debandada para a sua terra natal, a bola lusa ficou mais pobre.
Aproveito só este momento de despedidas solenes para enviar um bem-haja do tamanho da careca de Caccioli para o Argélico Fucks.

Tantas alegrias deste a todos nós que apreciamos as peripécias dos menos dotados em campo. Para sempre no coração do nosso blog. Esperemos que ambos voltem rapidamente.

Bem hajam, Dinda e Argélico. Uma porta estará sempre aberta para vós

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Um Diamante de Bigode

O Desportivo de Chaves, um clássico da nossa bola, foi durante variados e extensos anos, um autêntico viveiro de cromos. Cromos estes que levaram o clube a extrapolar as fronteiras não só trasmontanas, mas também nacionais.

No insequecível derby europeu com o colosso de Leste Universidade de Craiova pontificava um jogador que simbolizava esta equipa que espalhou o seu futebol-magia e bigodes pelo velho Continente fora. Diamantino era o homem. O típico carregador de piano (expressão tão brava da bola lusitana), que através da sua raça, genica e bigode levava a equipa para a frente.

Porém, não estava sozinho nesta sua demanda pelas cores do Barça de Trás-os-Montes, pois era secundado pelos míticos Cromos Padrão na baliza e Spassov e Vermelhinho lá na frente, onde os rapazes se fazem homens. E particularmente o nosso Diamantino era uma espécie de Avô Cantigas, que punha os discípulos sob suas asas e bigode e os transformava em machos jogadores da bola. Facto esse que se pode facilmente constatar pelas protuberâncias pilosas supra-labiais de Vermelhinho e Spassov.

Esta geração viria, anos mais tarde, a ser rendida com classe pela geração de 90, na qual os míticos Baston, Putnik e Cuc passeavam a sua inegável frescura física e toque de bola sedoso pelos tapetes. Mas bigode como o de este diamante trasmontano nunca regressou. Porque pensam que o clube vagueia pelos corredores escuros e húmidos da II Liga?...


o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?

segunda-feira, outubro 11, 2004

O MARGAÇA .. mostra a sua raça!!

Incrivel.. Uma Geração incluída nos Cadernos d'a BOLA em pouco mais de uma década. em 92, Margaça fazia furor em cada campo portugues.. defendendo o Torreense, como uma Torre no meio campo. Margaça, de nome inconfundivel, de rima facil com Peitaça, Chutaça, Forçassa, Remataça, Caraça (s), Massa. Metia medo aos adversarios que ficavam com Grande Cagaça e com uma Cabeçaça.. Agora é a vez do filho. 2004-05! Curiosamente.. (ou nao) , escolheu as mesmas cores para singrar. E como o Torreense já não anda na aaaaaalta roda, joga no Alverca. Começou a carreira agora, mas promete! Com as mesmas rimas, o mesmo nome de ataque. Reparem, o cabelo é identico, a cara é a mesma, o sorrisso combinado com olhar de soslaio, como quem dorme acordado.. E quando faltarem as forças, decerto se ouvirá Margaça gritar: "Olha que chamo o meu pai.!!" Porquê? Porque, definitivamente, a grande diferença é que ... o bigode impunha respeito

segunda-feira, outubro 04, 2004

Um Cacioli Para Si, Um Cacioli Para Mim...

Milton.

A pedido de muitas famílias, decidimos dar a este singelo blog mais uma pitada de sal. Sal grosso. E o sal, desta feita, (contrariando o futebolês) não se traduz em golos, mas em Cacioli. Somos da opinião que uma assistência para golo não deveria ter essa designação, mas sim, "Cacioli".

Passamos a exemplificar: "Grande cacioli de Deco para Pauleta!!" ou "E.....Barbosa no cacioli falhado para Pinigoooool..." e até "Este playmaker é exímio nos caciolis para os companheiros da frente."

Seria uma justa homenagem ao Senhor de todos os caciolis (ou assistências), Cacioli himself.


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